Botões esquecidos

Lisboa, Portugal
"Saudades! Tenho-as até do que me não foi nada, por uma angústia de fuga do tempo e uma doença do mistério da vida. Caras que via habitualmente nas minhas ruas habituais - se deixo de vê-las entristeço; e não me foram nada, a não ser o símbolo de toda a vida."

segunda-feira, 8 de julho de 2013

bby

"Não tinha sido uma conversa agradável. Na verdade, estava a ser um mau dia para os dois. E por isso, o ar sentia-se um pouco mais frio do que o habitual. Sentados na sala, olhavam distraidamente a televisão. Ela não se preocupava muito em esconder o seu amuo. E ele obsevava-a de vez em quando. Mas, o cansaço que sentia acabaria por vencê-lo e fechou os olhos. Ela viu. E de repente, ali estava ele adormecido no seu sofá. E de repente, tudo o resto perdia importância. Porque será que aquela imagem lhe roubava toda a atenção? Desenhou-lhe os traços e estudou-lhe as expressões. Sorriu. O ar pacífico e indefeso dele. O homem que ela escolhia, que ela amava. E perante aquele cenário, o resto do mundo fez sentido por uns segundos. Guardou tudo religiosamente, para quando precisasse de recordar. Se algum dia estivesse longe seria ali que ela voltaria em pensamento.
Quando ele acordou não lhe contou nada. Não lhe disse que não tinha deixado de o olhar. Não lhe disse que aquele tinha sido o pedacinho mais importante daquele dia. Talvez um dia mais tarde..."

Daqui: http://crimesperfeitos.blogspot.pt/2007_10_01_archive.html

Sem comentários: